Campeões regionais do algarve em iniciados em 99/00 e 00/01
O acontecimento desportivo mais extraordinário na vida do Leões do Sul ocorreu na época 2000/2001 com a disputa do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins (Zona Sul), no escalão juvenil. Com indiscrítivel talento, garra, valentia e muito desportivismo, Cláudio Martins, Daniel Ribeiro, Carlos Caldeira, Adriano Pena (capitão), Miguel Palma (sub-capitão), Pedro Pires, Pedro Pinto, Luís Santos e João Lampreia, treinados por Orlando Caldeira, escreveram a ouro o nome da colectividade numa modalidade introduzida, na década de oitenta, pelos irmãos Lobato.
Tudo começou do zero. Vindos de Moçambique onde eram praticantes de hóquei em patins, Pedro e Fernando Lobato juntaram o seu conhecimento na prática desta modalidade à vontade das crianças e à força do Leões do Sul. Deste empenhamento e das dezenas de horas passadas a treinar no Polidesportivo do Clube, que recentemente o tinha inaugurado, no Sapal, nasceu entre nós, a tradição de patinar.
No dia 13 de Abril de 2001, o Pavilhão Municipal de Castro Marim engalanou-se para receber a equipa do Sport Lisboa e Benfica, um gigante na modalidade. O mesmo acontecera duas semanas antes com o C. D. Paço D'Arcos, outro gigante. O mesmo viria a acontecer uma semana depois com o Hóquei Clube de Sintra, o terceiro gigante. Durante esta fase do Campeonato, os jovens do Leões do Sul enfrentaram ainda o União Sport Clube (Cacém), o Biblioteca Instrução e Recreio (Nazaré), o União Futebol Entroncamento e a Sociedade Recreativa 9 de Abril (Mourão).
Pela sua grandiosidade e importância, a disputa do Campeonato Nacional abafou, por assim dizer, participações em campeonatos regionais de hóquei em patins, do domínio da Associação de Patinagem do Algarve, torneios e outras provas da modalidade.
O feito que foi o Campeonato Nacional de Hóquei em Patins deu às nossas terras do Concelho de Castro Marim outro respeito a uma colectividade tão pequena.
Até hoje somos os únicos a ter a modalidade em todo o Concelho. Ao longo de duas décadas muitas foram as crianças que aprenderam a patinar na escola em que nos tornámos, primeiro ainda de uma forma mais livre, depois já sistematizada
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